Todos sabem que a cada dia a degradação de nosso planeta só aumenta a cada dia, chega a ser notícia antiga a respeito da poluição dos rios e mares, desmatamento das selvas, contaminação das terras agrícolas, poluição do ar entre outras. Atualmente por conta do descaso humano para com a natureza, a falta de maiores incentivos a reciclagem e até mesmo ignorância por parte de determinadas pessoas entramos num caminho já considerado sem volta, a poluição e consumo são muito superiores a regeneração do planeta somada a nossa capacidade de reciclar nossos próprios resíduos. Esporadicamente governos de determinados países se reúnem a discutir o que poderá ser feito a minimizar a poluição global, que a vista de muitos ambientalistas é apenas uma fachada para iludir a população já que as medidas tomadas não satisfazem totalmente os seus interesses a construção de uma sociedade mais consciente e mais preocupada com o meio ambiente, a exemplo a Rio +20.
Percebe-se que a cada nova geração uma preocupação tente a crescer a preservação de nossos ecossistemas em geral assim como a água, uma fonte renovável que a cada dia está sendo mais valorizada e respeitada, aproximadamente 1% de nossas fontes de água mundiais são próprias ao consumo e através da poluição dos afluentes este número reduz drasticamente a cada ano, não podemos deixar a responsabilidade de cuidar de nosso planeta as próximas gerações pois somos mais do que responsáveis ao que está acontecendo atualmente.
Nas grandes e até mesmo nas pequenas cidades ao observarmos o que está a nossa volta sempre será visível lixo em determinadas áreas, que posteriormente é levado a algum outro lugar de maneira correta, como aterros sanitários, ou de maneira clandestina, a exemplo do lixo despejado em encostas e canais, medida esta que aparenta ser mais fácil e acessível a população acaba sendo uma fonte poluidora tanto dos afluentes como de sua própria saúde. O lixo jogado de maneira criminosa não somente por uma comunidade, mas também através das indústrias preocupa aos ambientalistas e os cidadãos mais conscientes dos resultados em que podem gerar tais consequências, sempre em épocas chuvosas a mesma parcela da população que despeja lixo em canais e/ou rios é a diretamente atingida por alagamentos doenças transmitidas pela água contaminada como a disenteria, uma infecção do intestino grosso que provoca normalmente fortes dores abdominais, a malária transmitida pelo mosquito Anophelesa qual mata cerca de 3 milhões de pessoas ao ano, a dengue uma espécie de virose transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti entre outras.
Não podemos nos conter apenas na contaminação realizada pela população em geral já que o uso doméstico é responsável apenas por 10% do consumo médio da água sendo as indústrias 25% e a agricultura 65%, a poluição obtida através das fabricas chega a ser ainda mais devastadora, segundo uma pesquisa do jornal britânico Gardian as indústrias poluem mais do que os carros sendo até o momento a maior delas a empresa EON UK, uma empresa de energia elétrica e produção de gás que produziu ano passado cerca de 26,4 toneladas de dióxido de carbono, um volume maior do que produzido por um país como a Croácia, em relação a contaminação aos afluentes as indústrias que realizam esta prática por despejarem constantemente produtos muito concentrados acabam por mudar totalmente as características da água em grandes quantidades e em um menor tempo.
A agroindústria por consumir mais da metade da água disponível ao consumo não fica atrás em termos de grandes poluidores, através do uso de agrotóxicos para um maior aproveitamento do solo acabam sendo absorvidos e levados através da irrigação pelos lençóis freáticos o contaminando. Segundo pesquisa “O Estado Real das Águas no Brasil – 2003/2004” elaborada pela Defensoria da Água formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Cáritas, a Conferencia Nacional dos Bispos no Brasil (CNBB) e o Ministério Público Federal, apontam a agroindústria e a indústria responsáveis por 90% da água consumida o país devolvendo-a inteiramente contaminada ao meio ambiente.
“O desperdício da água em uso doméstico é superestimado” diz Leonardo Morelli secretário geral da Defensoria da Água, como no Brasil cerca de 70% da água consumida é feita pela agroindústria, 20% pelas fábricas sobram apenas 10% a serem utilizados aos demais usos incluindo o humano, e quanto maior a parcela de consumo maior o nível de poluição abrangente prejudicando cada vez mais a saúde da população, da fauna e flora em geral acarretando a infertilidade do solo, extinção de diversos animais proliferação de diversas doenças.

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